
No Brasil contemporâneo, as novas gerações de pensadores, criadores, inventores, produtores e consumidores estão, muitas vezes, escondidas. Há diversas áreas e formas de ação na mesma proporção que há silêncios e desinteresses. Nos bares – tradição carioca por excelência – as conversas sobre arte, política e cultura se entrelaçam constantemente. Na base de qualquer assunto, a falta de convergências, de oportunidades de debate público. A internet explode as possibilidades de diálogos e projetos virtuais que, muitas vezes por falta de dinheiro, não chegam a lugar nenhum. Filmes, sites, livros, peças, obras são adiadas. Apesar disso, as idéias estão quentes, as opiniões estão formadas, as iniciativas estão nas ruas. Basta que elas se encontrem para ampliar suas possibilidades.
Os anos sessenta/setenta e toda sua aura iluminadora e radical, ainda ecoam fortemente nesses grupos e ações. Nostalgias paralisantes de obras e idéias, de uma causa para se engajar, de trajetórias radicais, de demarcações de espaços de produção ao longo da nossa história cultural. Hoje, pulverizados por milhares de encontros e desencontros, uma geração que está nas praças e nas universidades, nas produtoras e nos ateliês, nos computadores e nas festas, não consegue estabelecer conexões concretas de ação e pensamento sobre nosso próprio tempo. E não consegue porque, na ampla maioria das vezes, não há espaços.
Definir quem é o “novo” ou onde esse “novo” está não é uma tarefa simples e nem é a questão central. Mas apresentar um espaço em que esse “novo” (onde “novo” é a questão, a proposta, e não um corte etário simplesmente) possa se manifestar, respirar, hesitar, apresentar-se e representar-se, em suma, botar as cartas e idéias na mesa para debates, diálogos e embates, é fundamental e possível de ser feito. De vinte ou de sessenta anos, as idéias serão o foco dessa busca de renovação da arte do debate e do diálogo cultural.
Esse é o principal objetivo da ASSEMBLÉIA GERAL: ser um fórum plural, plataforma de idéia, espaço de ação de coletivos, laboratório de documentos e pautas para a imprensa, pólo de políticas culturais em que, ao redor de temas e questões amplas da contemporaneidade, novas cabeças e novos projetos possam estar frente a frente de forma criativa.
Os anos sessenta/setenta e toda sua aura iluminadora e radical, ainda ecoam fortemente nesses grupos e ações. Nostalgias paralisantes de obras e idéias, de uma causa para se engajar, de trajetórias radicais, de demarcações de espaços de produção ao longo da nossa história cultural. Hoje, pulverizados por milhares de encontros e desencontros, uma geração que está nas praças e nas universidades, nas produtoras e nos ateliês, nos computadores e nas festas, não consegue estabelecer conexões concretas de ação e pensamento sobre nosso próprio tempo. E não consegue porque, na ampla maioria das vezes, não há espaços.
Definir quem é o “novo” ou onde esse “novo” está não é uma tarefa simples e nem é a questão central. Mas apresentar um espaço em que esse “novo” (onde “novo” é a questão, a proposta, e não um corte etário simplesmente) possa se manifestar, respirar, hesitar, apresentar-se e representar-se, em suma, botar as cartas e idéias na mesa para debates, diálogos e embates, é fundamental e possível de ser feito. De vinte ou de sessenta anos, as idéias serão o foco dessa busca de renovação da arte do debate e do diálogo cultural.
Esse é o principal objetivo da ASSEMBLÉIA GERAL: ser um fórum plural, plataforma de idéia, espaço de ação de coletivos, laboratório de documentos e pautas para a imprensa, pólo de políticas culturais em que, ao redor de temas e questões amplas da contemporaneidade, novas cabeças e novos projetos possam estar frente a frente de forma criativa.